sábado, 31 de outubro de 2015

A ferro e fogo!

A ferro e fogo! 





No segundo dia do Mesa SP #mesadsp, os gaúchos dominaram! Apresentando técnica, forma de viver, hospitalidade, generosidade...
Além de muita carne, o grupo  de chefes  gaúchos trouxe produtos do sul#SuldoBrasil, trouxeram também a cultura da preservação, do respeito à natureza e à saúde do ser humano; utilizaram 13 formas de assar! E não assaram só carne! Tinha churrasco vegano! Pensaram em tudo!

Estas formas de assar vêm de pesquisas feitas por este grupo, aprofundando-se na história para construir a nova cozinha do sul. #anovagastronomia #Gastronomiadosul

Se o mote do Mesa SP era compartilhar, este ato foi exercido à exaustão pelos representantes do sul. “À exaustão” ao pé da letra!
Quilos e quilos de ferro, carvão, carnes! Várias formas de assar, e muita disposição para apresentar um pouco do que um gaúcho tem a oferecer!

Profissionais importantes da gastronomia do Rio grande do Sul mobilizaram-se para este evento. 
Ferro eram os braços que vi carregando tijolos para melhor manter o calor das brasas. Fogo eu vi no entusiasmo e alegria com que estes profissionais executavam a façanha. Vi fogo também nos olhos dos comensais diante de tanta fartura, variedade e delicioso aroma de carnes assadas!



Ao ver as ovelhas sendo assadas inteiras, lembrei de meu pai, ele fazia  o churrasco desta forma e era muito bom! Doce lembrança da infância, das raízes.
O fogo de chão é um costume dos gaúchos, carnear o animal, fazer os espetos, caprichar no fogo, ter paciência para assar e altruísmo para servir. Meu pai gostava, fez grandes churrascadas em diversos estados do país. Eu gostava de ficar ao lado de meu pai, ganhava uma costela, comia, roia e entregava o osso branquinho para ele, isto o deixava satisfeito! Costumes, histórias...

Obrigada Marcos Livi, Marcelo Bolinha, Bruno Castelli #OrgulhoCastelli, Floriano Spiess e tantos outros: Vico Crocco,  Marcelo Shambeck, Neka Menna Barreto, Rodrigo Bellora, Clarice Chwartzmann, Marcos Ávilla, tem mais gente, perdoem-me.
 


Antes desta churrascada, um gaúcho tirou o couro, depois a buchada e,finalmente desossou uma ovelha no palco! Espetacular!

A técnica, o capricho, a força unida a delicadeza para tratar daquele animal.
O respeito ao ser que foi morto para saciar a fome das pessoas.

O cuidado de não deixar a lã encostar  na carne, pois interfere no sabor. Hábitos e costumes tradicionais no sul que hoje estão mais em voga.


A palavra que guiou o evento Mesa SP foi compartilhar. A mesa, as receitas, a natureza, a vida!

Compartilharei com meus leitores estes dias maravilhosos que desfrutei.

São Paulo nunca mais será o mesmo e o Rio Grande do Sul está um pouco mais conhecido.

  Pessoalmente fiquei feliz e orgulhosa.




Intitularam o evento de  “A ferro e fogo”; impossível não lembrar da trilogia escrita por Josué Guimarães; impossível não lembrar que o Rio grande tem uma história forjada “a ferro e fogo”.

Ah! Também tinha carreteiro e feijão preto.

 O Marcos Livi utilizou uma técnica chamada curanto, onde os vegetais foram enterrados e cobertos de brasa, assando no bafo, isto faz com que seus sabores sejam ativados: abóbora com gosto de abóbora, cebola com gosto de cebola e assim por diante, uma delícia!


 Existe um grupo que pesquisa a gastronomia do sul, valorizando, divulgando e, principalmente preservando costumes, produtos, e gente em seu lugar. Gente no campo, produzindo, ganhando e sustentando suas vidas.
Pelo visto agora este grupo quer divulgar todas estas facetas do Rio Grande do Sul para o resto do país.
A revista Prazeres da Mesa e todos os envolvidos neste evento estão de parabéns.
Obrigada!