A ferro e fogo!
No segundo dia do Mesa SP #mesadsp, os
gaúchos dominaram! Apresentando técnica, forma de viver, hospitalidade,
generosidade...
Além de muita carne, o grupo de chefes
gaúchos trouxe produtos do sul#SuldoBrasil, trouxeram também a cultura
da preservação, do respeito à natureza e à saúde do ser humano; utilizaram 13
formas de assar! E não assaram só carne! Tinha churrasco vegano! Pensaram em
tudo!
Estas formas de assar vêm de pesquisas
feitas por este grupo, aprofundando-se na história para construir a nova
cozinha do sul. #anovagastronomia #Gastronomiadosul
Se o mote do Mesa SP era compartilhar, este
ato foi exercido à exaustão pelos representantes do sul. “À exaustão” ao pé da
letra!
Quilos e quilos de ferro, carvão, carnes!
Várias formas de assar, e muita disposição para apresentar um pouco do que um
gaúcho tem a oferecer!
Profissionais importantes da gastronomia do
Rio grande do Sul mobilizaram-se para este evento.
Ferro eram os braços que vi
carregando tijolos para melhor manter o calor das brasas. Fogo eu vi no
entusiasmo e alegria com que estes profissionais executavam a façanha. Vi fogo
também nos olhos dos comensais diante de tanta fartura, variedade e delicioso
aroma de carnes assadas!
Ao ver as ovelhas sendo assadas inteiras,
lembrei de meu pai, ele fazia o
churrasco desta forma e era muito bom! Doce lembrança da infância, das raízes.
O fogo de chão é um costume dos gaúchos,
carnear o animal, fazer os espetos, caprichar no fogo, ter paciência para assar
e altruísmo para servir. Meu pai gostava, fez grandes churrascadas em diversos
estados do país. Eu gostava de ficar ao lado de meu pai, ganhava uma costela,
comia, roia e entregava o osso branquinho para ele, isto o deixava satisfeito! Costumes,
histórias...
Obrigada Marcos Livi, Marcelo Bolinha,
Bruno Castelli #OrgulhoCastelli, Floriano Spiess e tantos outros: Vico
Crocco, Marcelo Shambeck, Neka Menna
Barreto, Rodrigo Bellora, Clarice Chwartzmann, Marcos Ávilla, tem mais gente,
perdoem-me.
Antes desta churrascada, um gaúcho tirou o
couro, depois a buchada e,finalmente desossou uma ovelha no palco! Espetacular!
A técnica, o capricho, a força unida a
delicadeza para tratar daquele animal.
O respeito ao ser que foi morto para saciar
a fome das pessoas.
O cuidado de não deixar a lã encostar na carne, pois interfere no sabor. Hábitos e
costumes tradicionais no sul que hoje estão mais em voga.
A palavra que guiou o evento Mesa SP foi
compartilhar. A mesa, as receitas, a natureza, a vida!
Compartilharei com meus leitores estes dias
maravilhosos que desfrutei.
São Paulo nunca mais será o mesmo e o Rio
Grande do Sul está um pouco mais conhecido.
Pessoalmente
fiquei feliz e orgulhosa.
Intitularam o evento de “A ferro e fogo”; impossível não lembrar da
trilogia escrita por Josué Guimarães; impossível não lembrar que o Rio grande
tem uma história forjada “a ferro e fogo”.
Ah! Também tinha carreteiro e feijão preto.
O
Marcos Livi utilizou uma técnica chamada curanto, onde os vegetais foram
enterrados e cobertos de brasa, assando no bafo, isto faz com que seus sabores
sejam ativados: abóbora com gosto de abóbora, cebola com gosto de cebola e
assim por diante, uma delícia!
Existe um grupo que pesquisa a gastronomia
do sul, valorizando, divulgando e, principalmente preservando costumes,
produtos, e gente em seu lugar. Gente no campo, produzindo, ganhando e
sustentando suas vidas.
Pelo visto agora este grupo quer divulgar todas estas
facetas do Rio Grande do Sul para o resto do país.
A revista Prazeres da Mesa e todos os
envolvidos neste evento estão de parabéns.
Obrigada!




