quarta-feira, 29 de abril de 2015

Oi!!
Decidi contar minha experiência ontem, na Anhembi Morumbi,  fiquei muito tempo sem escrever, tenho tantas coisas para contar... meu estágio no Tordesilhas, minha viagem a Porto Alegre...tanta coisa...
O evento foi um debate sobre pesca, baseado na portaria 445 de dezembro de 2014 que prevê a regulamentação do uso de espécies de peixes ameaçadas de extinção. A universidade reuniu pessoas de vários setores vinculados aos pescados: uma bióloga, um aqüicultor, representantes da faculdade, proprietários de restaurantes; na platéia estudantes e curiosos como eu. Rs
A bióloga Cíntia Miyaji explanou sobre as pesquisas feitas no Brasil, sobre o  Projeto Biopesca e apresentou um Guia de consumo responsável de pescados.
Quem estiver interessado  neste guia, acesse: guiadeconsumodepescados.eco.br. Vale a pena, pois há uma classificação feita por eles dos peixes que podemos consumir, dos que devemos ficar atentos e os que devemos evitar.
À propósito, tu sabes a diferença entre cação e tubarão? É que o cação é um tubarão que a gente come e o tubarão é um cação que come a gente!
O Ivan Ralston contou sobre a experiência dele trabalhando em restaurantes no exterior e o espanto ao tentar replicar no Brasil! Acompanho o trabalho deste profissional desde o segundo semestre do ano passado, me chamou a atenção seu restaurante, algumas matérias que li sobre o trabalho dele e ontem minha admiração foi confirmada: um jovem que é fuçado! Não encontrei um termo mais nobre para defini-lo. Pelo que pude perceber ele andou por quase todo o litoral brasileiro, pesquisando, conhecendo, fuçando! Muto franco em suas colocações e, não vejo a hora de conhecer o Tuju!
"O peixe desrespeitado é o pior peixe. é necessário respeitar o produto, conservar."
"Desde o momento em que  se tira o peixe da água, ele deve ser tratado com nobreza. Ele é ouro! Não é boi,onde podemos saber quantos terão no outro ano!"
Frases do Ivan Ralston
O Cauê Tessuto está em outro degrau deste trabalho de consumo consciente de pescados. Ele está "preparando" um pescador antigo do litoral paulista para transformar-se em pescador modelo. O Cauê, traz seu peixe, assim garante o frescor e o cuidado de conservação; mas durante 4 anos, ele passou suas madrugadas garimpando os melhores peixes na Ceagesp, diz ele que é uma arte encontrar bons produtos. Ele consegue, pois conheço A peixaria e senti-me próxima ao mar, tal o frescor dos produtos expostos no balcão e, daí, degustar pratos preparados por este moço é uma experiência inesquecível!


Tu não vês este guri em badalações, ele é um trabalhador, ele age!
Assisti uma aula com ele e o Juarez Campos em 2013 onde explicaram como escolher e preparar peixes, a manjuba marinada do Cauê é uma delícia! Fui a este debate por saber que o Cauê estaria lá. Sou fã!
Adriana Meira, representando o Slowfood/Brasil- Slowfish fez o convite para participarmos do Slowfish week
E Sérgio Cayres Pinto, aqüicultor. Digamos que ele tem fazenda de moluscos. Ele entende que a produção de peixes e mariscos é a saída para lutar contra a degradação de nossa fauna marinha. Segundo ele, havia no litoral paulista um tipo de marisco e o Brasil exportou tanto para a Europa que dizimou esta espécie, que faziam aterro com as cascas! Absurdo!
Saí deste debate com a impressão que eles não tem muita solução sobre os problemas apresentados, mas estão se movimentando e isto importa. Devemos nos informar, participar, nos posicionar, apoiar! Temos o direito e a obrigação de participar!
Se a portaria proibiu algumas espécies de peixe, não apresentou uma solução eficiente, pois, quem fiscaliza? Se quando o pescador vai retirar os peixes das redes, eles estão mortos e a rede não seleciona! De que adianta? É necessário regulamentar as formas de pescar, a conservação correta.
Esta é a preocupação destes profissionais.
Até!

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